Rafael lembra ex-companheiro Ananias e demais jogadores da Chape

sábado, 3 de dezembro de 2016


O clima de tristeza é muito grande na Toca da Raposa II. Jogadores, comissão técnica e funcionários do Cruzeiro, além dos jornalistas que cobrem o dia a dia do clube, ainda estão muito abatidos pelo acidente com o avião da Chapecoense, na Colômbia. O goleiro Rafael concedeu entrevista coletiva, na tarde desta sexta-feira, no centro de treinamento cruzeirense, e falou sobre o momento de dor que todos os jogadores estão vivendo. Rafael lembrou especialmente do atacante Ananias, que jogou no Cruzeiro em 2013.
- É um momento muito triste em que o nosso futebol e o nosso país estão de luto. Uma fatalidade como esta afeta todos nós. Tive a oportunidade de jogar com o Ananias, conheci ele e a família. Conheci todos. Os profissionais de imprensa também. Não tem como não falar dessa fatalidade. Afeta todos nós. Vocês da imprensa também. Uma fatalidade tão próxima. Dá pra ver no dia a dia como está o clima, o ambiente está diferente. Tudo nos faz lembrar. Eu saio daqui e fico ligado na TV vendo as notícias, rezando muito pelas famílias que perderam os entes e pelos sobreviventes que estão nesta luta pela vida. É difícil falar, mas é algo que a gente tem vivido 24 horas por dia.
Para Rafael, o melhor a fazer neste momento é rezar para os mortos, para suas famílias e também para os sobreviventes. 
- É difícil falar. Eu fiquei muito triste, chorei muito. Não só pelo Ananias que foi um companheiro, mas por todos. Foi uma perda muito grande. Nós que trabalhamos com isso ficamos muito emocionados e choramos muito. O Brasil inteiro tem mandado forças. Foi um duro golpe, mas eles não estão sozinhos. Estamos juntos em oração. Vamos fazer tudo para honrar o time da Chapecoense e as famílias. Nunca vamos esquecer. Cada um deles vai estar sempre nas minhas orações.
Rafael afirma que o Cruzeiro vai entrar em campo, no último jogo do Brasileirão, marcado para o dia 11, no Mineirão, contra o Corinthians, com toda a dignidade, até mesmo como uma homenagem à Chapecoense.

- Eu acho que já está sendo difícil a retomada dos trabalhos. Ontem foi um dia difícil, naquela oração. Devagarzinho vamos retomando as atividades porque somos profissionais e temos compromissos. Vamos continuar trabalhando, mas carregando no coração mais pessoas. Tenho certeza que vamos fazer o possível para lembrar dos momentos felizes que todos estes jogadores tiveram dentro de campo. Os jornalistas também. A maior homenagem é carrega-los juntos de nós. Tivemos perdas muito grandes. Vamos sempre lembrar com muito carinho. Temos que reunir forças para ter esta semana de trabalho e jogar. Como somos profissionais temos que cumprir nossa obrigação, fazer o último jogo com a maior dignidade possível. É assim que temos que continuar.

Mãe do atacante Ananias se revolta: "Foi por causa do dinheiro?"




Pela primeira vez após a morte do filho, o atacante Ananias, uma das 71 vítimas do acidente envolvendo o voo da Chapecoense, Rosa Lia falou com a imprensa. No dia da tragédia, a mãe do jogador foi hospitalizada duas vezes e, recuperada, não esconde a indignação com a possibilidade de o acidente ter ocorrido por causa da falta de combustível.
- Eu acho um absurdo como pôde perder tantas vidas com um erro desse. Eu digo: 'O que foi? Foi dinheiro que falou para esse cara botar combustível nesse avião?' Foi por isso? Foi por isso que se foram tantas vidas? Uma vida humana não tem preço. Uma dor que estou sentindo no coração, não tem dinheiro que apague. Assim como todas as outras mães. Como a gente pode viver? Foi por causa de dinheiro? - questiona indignada.
- Ananias era um filho excelente. Um excelente marido, um excelente pai, excelente ser humano. Muito solidário, caridoso e ajudava a família desde sempre. Meu filho quem me sustentava. Meu filho quem pagava minhas contas - disse Rosa Lia.
Assim como restante da família, Rosa Lia se prepara para viajar para Chapecó, onde acompanharão o velório coletivo das 71 vítimas. A cerimônia será realizada na Arena Condá e Ananias será enterrado em Salvador, onde o atacante vivia desde os 12 anos e se casou com a baiana Bárbara Monteiro, com quem tem um filho, chamado Enzo, de cinco anos

Alisson supera histórico de lesões e atinge meta pessoal de 40 jogos pelo Cruzeiro na temporada

domingo, 27 de novembro de 2016


Alisson está próximo de cumprir uma meta pessoal no Cruzeiro. Atormentado por recorrentes lesões no ano passado, o meia-atacante estabeleceu a marca de 40 jogos como o objetivo nesta temporada. Se o camisa 11 entrar em campo na partida contra o Internacional, neste domingo, às 17h, no Beira-Rio, pelo Campeonato Brasileiro, a missão será realizada. 

“Estou feliz por atingir esta marca de 40 jogos, que nunca consegui no profissional. Nos meus melhores momentos, apareceram as lesões e atrapalharam minhas sequências. Espero que possa começar 2017 sendo diferente, que seja um ano em que eu possa me preparar ainda melhor e conseguir alcançar os objetivos pessoais também”, celebrou o jogador de 23 anos. 

Dos 64 jogos do Cruzeiro até o momento deste ano, Alisson participou de 39, sendo 27 vezes como titular – média de 60,93%. Ele ainda foi relacionado para outras quatro partidas, mas não saiu do banco. Diferentemente da temporada anterior, o meia-atacante não sofreu tanto com lesões e virou peça mais frequente na equipe, ficando à disposição da comissão técnica celeste em 43 compromissos. 

Em 2016, Alisson teve apenas dois problemas musculares: edema na coxa direita – em tratamento entre 28 de abril e 27 de maio; e na parte posterior da coxa esquerda – com recuperação entre 6 de junho e 24 de agosto. Outros motivos de ausência do mineiro de Rio Pomba no time foram convocações para a Seleção Brasileira Sub-23, além de suspensão no Campeonato Brasileiro – na vitória por 1 a 0 sobre o Sport, pela 35ª rodada.

No início do ano, Alisson também estabeleceu a meta de fazer 10 gols, e ainda há dois jogos para o propósito ser cumprido. O jovem já balançou as redes oito vezes e está abaixo apenas de Arrascaeta (13) e Ábila (12) na lista de artilheiros do time na temporada. 

Números de Alisson no Cruzeiro em quatro anos como profissional

2012 - Tinha acabado de subir da base e fez apenas um jogo, como suplente, já na reta final do Brasileiro 
2013* - Participou de 12 de 63 jogos (um como titular). Sem gol e 1 assistência. Percentual: 17,46% 
2014 - Participou de 27 de 76 jogos (12 como titular). Marcou 5 gols e deu 4 assistências. Percentual: 35,52%
2015 - Participou de 29 de 65 jogos (22 como titular). Marcou 5 gols e deu 5 assistências. Percentual: 44,61%
2016 – Participou de 39 de 64 jogos (27 como titular). Marcou 8 gols e deu 4 assistências. Percentual: 60,93%
2012 a 2016 – Participou de 108 jogos (62 como titular). Marcou 18 gols e deu 14 assistências. Percentual: 57%


Cruzeiro perde no Beira-Rio e dá sobrevida ao Internacional na luta contra o rebaixamento


O discurso do Cruzeiro ao longo da semana era de que o time jogaria para vencer o Internacional. De fato, a equipe comandada pelo técnico Mano Menezes criou oportunidades de gol tanto no primeiro quanto no segundo tempo, mesmo sem apresentar futebol brilhante. Só que os erros nas conclusões custaram caro. E o Inter, desesperado na luta contra o rebaixamento, contou com a individualidade de Valdívia, acionado no decorrer da etapa final, para ganhar sobrevida no Campeonato Brasileiro. Aos 30min do segundo tempo, o carismático meio-campista driblou Lucas Romero e Alisson, levou a bola em direção à meia-lua e bateu colocado para fazer o gol da vitória dos gaúchos: 1 a 0. Mais de 28 mil torcedores colorados compareceram ao Beira-Rio na tarde deste domingo para empurrar o clube rumo à permanência na Série A. 

O revés fora de casa fez o Cruzeiro descer para o 13º lugar no Brasileiro, com 48 pontos. O São Paulo, que venceu o Atlético de virada por 2 a 1, no Independência, alcançou a 12ª posição, com 49. O time celeste ainda pode ser superado pelo Coritiba, que enfrenta o Vitória nesta segunda-feira, às 20h, no Couto Pereira. Se isso acontecer, os mineiros ficarão fora da zona de classificação para a Copa Sul-Americana e serão obrigados a vencer o Corinthians na última rodada, além de torcer por combinação de resultados. A Raposa receberá o Timão às 17h do próximo domingo, no Mineirão.

O Internacional também estará de olho no confronto Coritiba x Vitória. Para o Colorado, o triunfo dos paranaenses é o único resultado que interessa. Só assim as equipes permaneceriam empatadas com 42 pontos, e o Inter teria oportunidade de escapar da queda na última rodada, diante do Fluminense, no Maracanã. Essa partida acontecerá no próximo domingo, às 17h. No mesmo dia e horário, o Vitória receberá o campeão Palmeiras, no Barradão, em Salvador.

O jogo

O clima no Beira-Rio era tenso. Temerosa com a grande possibilidade de ver o clube do coração cair para a Segunda Divisão, a torcida do Internacional levou sinalizadores para o estádio. E a cortina de fumaça que subiu na arena fez a partida ser paralisada por dois minutos. Assim que a bola voltou a rolar, o Inter partiu para o abafa e tentou acuar o Cruzeiro. Mas faltou criatividade. Insistente em cruzamentos para a área, o Colorado assustou nesse tipo de lance somente aos 12min, em cabeçada de Rodrigo Dourado. No mais, as bolas foram facilmente cortadas pela defesa celeste.

Depois de sustentar a pressão, o Cruzeiro ganhou confiança para atacar. A saída ela explorar o lado esquerdo da defesa do Inter, fragilizado em função do nervosismo de Geferson. Nas costas do lateral adversário, Ezequiel tabelou com Willian, que escorou para Rafael Sobis. A batida forte com o pé direito levou perigo a Danilo Fernandes. No minuto seguinte, Willian recebeu passe em profundidade nas costas de Geferson, mas preferiu driblar a chutar e perdeu a bola. Foi a chance mais clara da Raposa na etapa inicial.

Lisca viu que não teria condições de manter Geferson. Assim, ele recuou Alex para a lateral esquerda e promoveu a entrada de Vitinho. Apesar de continuar dessintonizado, o time gaúcho levou perigo aos 38min, em cobrança de falta de Alex. Rafael saltou no ângulo, espalmou para escanteio e garantiu o 0 a 0 para o intervalo.

Na volta para o segundo tempo, Mano Menezes trocou Bryan, amarelado, por Edimar. Nos cinco primeiros minutos, Alisson e Rafael Sobis chegaram bem ao ataque e exigiram defesas importantes de Danilo Fernandes. A partir dali, o jogo ficou monótono. O Internacional, que tinha mais posse de bola, esbarrava nas próprias limitações. O Cruzeiro, por sua vez, tentava se defender, porém não encaixava contra-ataques. Mano tentou mudar o panorama da partida colocando Marcos Vinícius e Ábila nos lugares de Willian e Ariel Cabral, mas nada foi feito.

Se o coletivo não funcionava, o individual passou a ser determinante. Sorte de Lisca, que tinha Valdívia no banco de reservas do Inter. Acionado aos 14min da etapa final, o talentoso meio-campista de 22 anos fez bela jogada aos 30min. Ele passou por Alisson e Lucas Romero, levou a bola para perto da meia-lua e bateu colocado na gaveta, sem chances para Rafael: 1 a 0. O time gaúcho, que continua a depender de outros resultados na luta contra o rebaixamento, contou com a sorte em três lances. Aos 40min, Robinho recebeu de Alisson e, da marca do pênalti, bateu por cima. Já aos 44min, Marcos Vinícius tocou para Ábila, que bateu de primeira em direção à linha de fundo. Por fim, nos acréscimos, os cruzeirenses reclamaram um suposto pênalti cometido pelo meia Alex – a bola teria batido na mão do jogador –, mas o árbitro Marcelo Aparecido de Souza ignorou os protestos e não assinalou a falta.

INTERNACIONAL 1X0 CRUZEIRO

INTERNACIONAL
Danilo Fernandes; William, Paulão, Ernando e Geferson (Vitinho, aos 29min do 1ºT); Anselmo, Rodrigo Dourado (Valdívia, aos 14min do 2ºT), Anderson, Alex e Seijas (Ariel Nahuelpan, aos 24min do 2ºT); Nico López
Técnico: Lisca

CRUZEIRO
Rafael; Ezequiel, Leo, Manoel e Bryan (Edimar, no intervalo); Ariel Cabral (Ramón Ábila, aos 24min do 2ºT), Lucas Romero e Robinho; Rafael Sobis, Alisson e Willian (Marcos Vinícius, aos 14min do 2ºT)
Técnico: Mano Menezes

  • Gol: Valdívia, aos 30min do 2ºT (INT)
  • Cartões amarelos: Bryan, aos 28min, Manoel, aos 37min do 1ºT. Rafael, aos 19min do 2ºT (CRU); Seijas, aos 40min do 1ºT. Ariel Nahuelpan, aos 46min do 2ºT (INT)
  • Motivo: 37ª rodada do Campeonato Brasileiro
  • Estádio: Beira-Rio, em Porto Alegre-RS
  • Data: domingo, 27 de novembro de 2016
  • Árbitro: Marcelo Aparecido R. De Souza (CBF/SP)
  • Assistentes: Marcelo Carvalho Van Gasse (FIFA/SP) e Alex Ang Ribeiro (Asp. FIFA/SP)
  • Pagantes: 25.352
  • Presentes: 28.064
  • Renda: R$ 384.800,00

Cruzeiro vacila, só empata com Santos e fica mais distante da vaga na Copa Libertadores

segunda-feira, 21 de novembro de 2016


De forma dramática, o Cruzeiro empatou com o Santos, na tarde deste domingo, no Mineirão, por 2 a 2. O time celeste saiu na frente, mas sofreu a virada e chegou ao empate com o zagueiro Manoel, aos 43min do segundo tempo. Praticamente sem chance de ser rebaixado, o Cruzeiro entrou em campo para enfrentar um Santos que ainda buscava como objetivo maior tentar tirar o título do Palmeiras. Com o resultado, o Cruzeiro não tem mais chances matemáticas de chegar ao G6, e tem remotas chances de Libertadores, dependendo de o grupo dos que vão à competição continetal se tornar G7.

O Cruzeiro estreou seu terceiro uniforme, uma camisa que homenageia o título da Taça Brasil de 1966, conquistada pelo time celeste, derrotando o Santos, de Pelé, na grande final.

O técnico Mano Menezes escalou novamente o volante Lucas Romero na lateral direita. O jogador, mesmo improvisado, se mostrou mais efetivo que os da posição, em todos os jogos em que entrou. Mas, o que se viu do argentino em campo neste domingo, foi justamente o contrário. Ele acabou sendo decisivo, participando dos dois gols do time paulista.

No início, como esperado, o Cruzeiro partiu para cima e levou mais perigo, explorando, principalmente, o lado direito. Aos 14min, por exemplo, Robinho, que foi titular, teve a primeira chance, chutando forte à esquerda de Vanderlei, para fora. Novamente William ficou isolado na frente.

E de tanto pressionar, aos 21min o Cruzeiro saiu na frente. Arrascaeta pegou o rebote da defesa e bateu de primeira, fazendo justiça ao placar. Neste momento, o time celeste já dominava a partida e merecia a vitória. A Raposa seguiu pressionando, tentando aumentar o marcador.
A pressão era tanta e o jogo estava tão nas mãos do Cruzeiro que a primeira chance do Santos foi aos 30min. Mas no contra-ataque, Arrascaeta quase marca o segundo, para ótima defesa de Vanderlei. E o primeiro tempo ficou assim, com a vitória parcial do Cruzeiro.

Para a segunda etapa, os dois times voltaram com as mesmas formações do início. Parecia que o Cruzeiro manteria a mesma vontade da etapa inicial, mas levou uma ducha de água fria logo aos 2min. Romero tentou recuar para o goleiro Rafael, mas deixou a bola nos pés do atacante santista Ricardo Oliveira, que, sem dificuldade, empatou.

O Santos seguiu pressionando. A equipe paulista mudou totalmente a postura em campo. Se praticamente não ameaçou no primeiro tempo, no segundo, principalmente no início, teve um ligeiro domínio. E este domínio acabou resultando na virada. Romero derrubou Copete na área e o árbitro marcou pênalti. Ricardo Oliveira, aos 16min, cobrou e marcou: 2 x 1.

Em desvantagem no placar, o Cruzeiro tentou ir ao ataque. O técnico Mano Menezes tentou mudar o panorama, colocando Marcos Vinícius e Ábila. O time até buscou mais o ataque e Marcos Vinícius ainda teve uma ótima chance, de cabeça, com boa defesa de Vanderlei.

Mesmo buscando o gol, o Cruzeiro esbarrou em suas deficiências, mostradas durante todo o Campeonato Brasileiro. E aos 35min, a situação ficou ainda complicada para a equipe celeste. Arrascaeta cometeu uma falta dura em Thiago Maia e foi expulso por Heber Roberto Lopes.

EMPATE

Com um jogador a menos e cometendo os mesmos erros de jogos anteriores, a Raposa não conseguia chegar ao gol santista. Mas aos 43min, Manoel, que chegou aos 100 jogos com a camisa do Cruzeiro, igualou o jogo, que se tornou dramático para a Raposa no final. Foi o quarto gol do zagueiro pelo clube. Final da partida Cruzeiro 2 x 2 Santos. Com o empate, o celeste chegou nos 48 pontos.

No próximo jogo, contra o Internacional, domingo (27), o técnico Mano Menezes não poderá contar com Henrique, que recebeu o terceiro cartão amarelo, além de Arrascaeta que, expulso, terá que cumprir suspensão automática.

CRUZEIRO 2 X 2 SANTOS

CRUZEIRO
Rafael; Lucas Romero, Leo, Manoel e Bryan; Henrique, Ariel Cabral (Bruno Nazário, aos 41min do 2º), Arrascaeta e Robinho (Marcos Vinícius, aos 18min do 2º); Willian (Ábila, aos 14min do 2º) e Alisson
Técnico: Mano Menezes

SANTOSVanderlei; Victor Ferraz, Fabián Noguera (Leo Cittadini, aos 36min do 1º), David Braz e Zeca; Thiago Maia (Jean Mota, aos 42min do 2º), Renato, Lucas Lima (Lucas Veríssimo, aos 26min do 2º) e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira
Técnico: Dorival Júnior

Gols: Arrascaeta, aos 21min do 1º; Ricardo Oliveira, aos 2min e aos 16min do 2º e Manoel, aos 43min do 2º
Cartão amarelo: Romero, Henrique, Alisson (Cruzeiro) e Lucas Lima, Vanderlei e Jean Mota (Santos)
Cartão vermelho: Arrascaeta
Motivo: 36ª rodada do Campeonato Brasileiro
Estádio: Mineirão
Data: domingo, 20 de novembro de 2016
Árbitro: Heber Roberto Lopes (Fifa-SC)
Assistentes: Kleber Lucio Gil (Fifa-SC) e Carlos Berkenbrock (MAST)
Presentes: 13.902
Renda: 317.185


A curiosa contratação de Sorín e o 'título da torcida': livro relembra conquistas do Cruzeiro



As principais conquistas dos 95 anos do Cruzeiro se tornaram livro. Inspirado por uma obra que relembra os títulos do Real Madrid, o superintendente de futebol Sérgio Santos Rodrigues contou com o auxílio dos jornalistas Alexandre Horta e Gustavo Nolasco para produzir a obra “Nossa Sala de Troféus”. Além da rememoração das campanhas das históricas equipes celestes, os autores recontam casos curiosos de bastidores do clube. 

Um deles, por exemplo, é sobre a contratação do ex-lateral Sorín, multicampeão com a camisa do Cruzeiro.

“Quem indicou o Sorín para o Cruzeiro foi o Macri, presidente da Argentina. Na época, ele era presidente do Boca e queria tirar o Sorín do River de qualquer jeito, porque ele estava jogando muito. Aí, como era inviável para o Boca contratar, o Macri ligou para o Zezé Perrella e mandou todas as informações. Aí o Cruzeiro contratou. E foi até a contratação mais cara do clube na época”, conta Sérgio ao Superesportes (leia a entrevista completa sobre o livro e a atual situação política do Cruzeiro no final da matéria).

O título da Copa do Brasil de 1996 também é um dos “casos” relembrados num dos capítulos do livro. Como conta o autor, a conquista foi possível apenas por conta da torcida.

“Os participantes convidados para disputar a Copa do Brasil de 1996 foram decididos de acordo com a média de público do time no ano anterior. E aí, como o Cruzeiro estava entre as maiores médias, entramos e fomos campeões”, relembra.

 produção do livro

Em cada capítulo, o autor retrata uma das principais conquistas do clube: duas Libertadores da América, duas Supercopas da Libertadores, quatro Copas do Brasil e quatro Campeonatos Brasileiros.

Para isso, conversou com jogadores, dirigentes e jornalistas, que relembraram os títulos. Entre os entrevistados estão ídolos Raul, Dirceu, Piazza, Ademir, Nonato, Ricardinho, Marcelo Ramos, Alex, Dida, Fábio, além de Gilvan de Pinho Tavares e os ex-presidentes José Francisco Lemos Filho, César Masci, os irmãos Alvimar e Zezé Perrella.

“Lá no Real Madrid eles têm um livro parecido. A ideia ganhou força quando vi o troféu da Taça Brasil de 1966 no Mineirão e achei que deveríamos levar as conquistas do clube para a casa dos torcedores. Aí convidei o Alexandre Horta e o Gustavo Nolasco, que me ajudaram a fazer entrevistas, juntar histórias”, explica Sérgio.

“Nossa Sala de Troféus” conta ainda com uma série de fotos históricas conseguidas junto ao Cruzeiro e ao Grupo Diários Associados. O livro será lançado nesta terça-feira, às 19h, no Itatiaia Bar, que fica na rua Pium-Í, nº 620, no bairro Carmo, em Belo Horizonte. Na noite de autógrafos, a presença ilustre fica por conta das taças retratadas e dos entrevistados.

A obra será comercializada nas principais livrarias de BH e também pela internet. A venda online começa nesta terça-feira (22), pelo site da editora Nitro, pelo preço de R$ 115 (www.nitroimagens.com.br/cruzeiro)

Entrevista

Como surgiu a ideia de escrever o livro e como foi o trabalho de pesquisa?

Eu conclui agora uma especialização em gestão de entidades esportivas no Real Madrid. Lá, eles têm um livro parecido. E projetei um livro com as grandes conquistas do Cruzeiro em fevereiro. Em junho ou julho, me atinou a ideia de levar as grandes conquistas do Cruzeiro para as casas dos torcedores. Aí convidei o Alexandre Horta e o Gustavo Nolasco, que me ajudaram a fazer entrevistas, juntar histórias, a fazer a diagramação. Passamos pelo trabalho de pesquisa, contamos com o acervo dos Diários Associados, fotos no Cruzeiro, algumas que estavam no negativo ainda e nunca tinham sido utilizadas. Ouvimos ídolos, dirigentes, jornalistas e construímos cada capítulo. Cada um fala de uma conquista histórica, com casos que não foram divulgados ainda. 

Tem casos como o da contratação do Sorín, por exemplo. Quem indicou o Sorín para o Cruzeiro foi o Macri, presidente da Argentina. Na época, ele era presidente do Boca e queria tirar o Sorín do River de qualquer jeito, porque ele estava jogando muito. Aí, como era inviável para o Boca contratar, o Macri ligou para o Zezé Perrella e mandou todas as informações. Aí o Cruzeiro contratou. E foi até a contratação mais cara do clube na época. Tem o da Copa do Brasil também. Os participantes convidados para disputar a Copa do Brasil de 1996 foram decididos de acordo com a média de público do time no ano anterior. E aí, como o Cruzeiro estava entre as maiores médias, entramos e fomos campeões

Qual foi o título mais marcante dessa galeria, na sua visão?

Tem dois que considero marcantes, diferenciados. Se formos parar para pensar na história do Cruzeiro, tem a Taça Brasil de 1966 e a Libertadores de 1976, que projetou o clube para o Brasil e para o Mundo. Em 66, ganhamos do Santos de Pelé. Em 76, teve a primeira Libertadores. Mas é difícil escolher. A Copa do Brasil de 2000 foi muito emocionante também, com o gol de falta do Geovanni no final. Teve o bi do Brasileiro em 2013 e 2014, já que somos o único time fora do eixo Rio-São Paulo a ganhar. A Copa do Brasil de 1996 sobre o Palmeiras da Parmalat, que era a base da Seleção Brasileira. Cada título tem sua importância.

Aproveitando o tema do livro, quando o Cruzeiro pensa em lançar sua sala de troféus, antiga reivindicação da torcida. É uma tema que não sai do papel. É um projeto factível, e muitos clubes do Brasil já têm.

É um projeto que a gente fala muito. É um sonho da torcida, da diretoria, dos conselheiros. Existem conversas, mas falta de espaço físico, não tem nada de efetivo. Não dá para prometer nada a curto prazo, mas está sim na pauta.

Como superintendente, quais são seus planos para fazer o Cruzeiro voltar a conquistar títulos a partir de 2017?

Isso depende do departamento de futebol como um todo, o presidente, o vice, o diretor, o técnico, todo mundo. A nossa visão é que sempre precisamos melhorar de um ano para o outro, inclusive quando somos campeões. Temos vários jogadores voltando de empréstimo, estamos monitorando o mercado para contratar. Não divulgamos nada, pois é nossa política. Vamos divulgar quando for a hora. Mas é preciso lembrar também que o Cruzeiro tem uma das melhores campanhas do returno do Brasileirão. Então é um fator para o torcedor ficar atento. Manter a base do time e a comissão técnica para a pré-temporada já vai ser relevante.

Continua nos seus planos se candidatar à presidência no próximo ano? Já existe uma estrutura de chapa? Acha viável vencer caso Perrella se candidate?

A eleição é só em outubro, fim do ano de 2017. Lá para março, abril, a gente vai estudando melhor isso. Mas agora o foco é terminar o campeonato bem, estruturar uma boa temporada em 2017. Da minha parte, posso dizer que ainda não há movimento político de candidatura.

Ficha Técnica
Título: “Nossa Sala de Troféus”
Autor: Sérgio Santos Rodrigues, Alexandre Horta e Gustavo Nolasco
Páginas: 144
Editora: Nitro
Edição: 1
Ano: 2016
Preço: R$ 115
Locais de compra: principais livrarias de Belo Horizonte e site da editora Nitro

De saída, Denilson presta agradecimento ao Cruzeiro: 'Fui recebido de forma fantástica'



O Cruzeiro informou na manhã desta segunda-feira a liberação do volante Denilson. Anunciado como reforço do clube no dia 19 de julho, ele pouco entrou em campo. Foram apenas cinco partidas: Santa Cruz, Atlético, Botafogo, Vitória e Grêmio. Como a diretoria pagou 250 mil dólares por seu empréstimo (cerca de R$ 820 mil à época), Denílson custou 50 mil dólares por jogo (R$ 164 mil), além dos salários. 

O clube soltou uma nota oficial no site informando que não vai exercer o direito de compra e, por isso, liberou o jogador que já não vinha sendo utilizado. Denilson é avaliado em cerca de 2,5 milhões de dólares. Ele pertence ao Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos.

“O Cruzeiro Esporte Clube comunica que em comum acordo com Denilson está liberando o jogador dos compromissos restantes do clube na temporada. A decisão foi tomada já que o profissional não terá seus direitos econômicos adquiridos pelo Cruzeiro. A diretoria aproveita ainda para agradecer a toda dedicação e profissionalismo de Denílson no período em que esteve defendendo as cores do Maior de Minas e deseja felicidade ao jogador na sequência da carreira”, comunicou o clube.

Denilson não conseguiu convencer o técnico Mano Menezes nas poucas oportunidades que teve. A disputa pelas vagas de volante é acirrada, já que o clube conta com outros cinco jogadores para a posição: Ariel Cabral, Romero, Henrique, Bruno Ramires e Federico Gino.

Trajetória

Denilson surgiu no São Paulo e logo encantou treinadores e olheiros. Ele foi capitão das Seleções de base desde o Sub-15. Coroou sua passagem entre os garotos com o título Sul-Americano Sub-17, na Venezuela. O Brasil venceu o quadrangular final, com Uruguai, Equador e Colômbia. Depois de poucas atuações no profissional do São Paulo – participou do elenco campeão mundial em 2005 –, foi vendido ao Arsenal por 3,5 milhões de libras. Chegou ainda muito jovem, perfil preferido das contratações do time de Arsene Wenger: atletas com potencial de crescimento, com retorno técnico e financeiro.

Denílson ficou no Arsenal por cinco temporadas. Chegou a ser titular e ganhou muitos minutos em campo, sobretudo nas temporadas 2008/2009 e 2009/2010. Taticamente, formou a primeira linha de marcação com Song, protegendo os meias Fabregas, Nasri e Arshavin.

Quando voltou ao Brasil, logo assumiu a titularidade do São Paulo campeão da Copa Sul-Americana de 2012. O técnico Ney Franco, na ocasião, fez muitos elogios a Denilson: “É jogador raro no Brasil, com capacidade para desarmar e sair com qualidade”, afirmou, em 2013. Depois do São Paulo, foi vendido ao Al Wahda. Na última temporada (2015/2016), Denílson atuou em 29 partidas pelo clube árabe e marcou dois gols.

Depois de se desligar oficialmente do Cruzeiro, o volante Denílson prestou agradecimento ao clube pelo período de quatro meses que passou na Toca da Raposa II. Contratado em julho por empréstimo ao Al Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, o meio-campista não terá o vínculo prorrogado pela diretoria celeste.

“Só tenho o que agradecer ao clube e às pessoas que nele trabalham. Fui recebido de forma fantástica. Vim para um curto período e, como o clube não tem mais pretensões na temporada, cheguei a um entendimento com a diretoria e resolvemos antecipar o fim desse ciclo”, manifestou-se Denilson, por intermédio de sua assessoria de imprensa.

O clube comunicou a saída do jogador na manhã desta segunda-feira. Denilson, que disputou apenas cinco partidas – duas como titular –, não teve os direitos econômicos adquiridos pela Raposa. O valor do empréstimo, divulgado à época pela diretoria mineira, foi de US$ 250 mil (R$ 820 mil, na cotação do dia 19 de julho).

Mesmo tendo a contratação bem avaliada pela torcida, Denilson não conseguiu convencer o técnico Mano Menezes nas poucas oportunidades que teve. A disputa pelas vagas de volante é acirrada, já que o clube conta com outros cinco jogadores para a posição: Ariel Cabral, Romero, Henrique, Bruno Ramires e Federico Gino.

Revelado pelo São Paulo, o jogador ganhou notoriedade ao defender o Arsenal, da Inglaterra, por cinco temporadas seguidas. Pelo clube londrino, ele foi comandado pelo francês Arsène Wenger e marcou 11 gols em 153 partidas.