Mano explica escalação de Willian e porque deixou Ramón Ábila no banco

sexta-feira, 30 de setembro de 2016


Na partida de ida das quartas de final da Copa do Brasil, diante do Corinthians, em São Paulo, o técnico Mano Menezes escalou Willian como titular do ataque do Cruzeiro, deixando Ramón Ábila no banco. A mudança pegou alguns torcedores de surpresa porque, mesmo com baixo rendimento nos últimos jogos, o argentino tem números bem melhores que o brasileiro na temporada. O treinador cruzeirense explicou que a opção pelo Bigode ao invés de Wanchope foi tática. Mano optou pela movimentação de Willian - que mandou uma bola no travessão no fim do primeiro tempo(veja o lance no vídeo abaixo).
- Eu não costumo individualizar isso, gosto de falar da equipe. O Cruzeiro tem um elenco de qualidade, e se eu vou escolher A ou B para começar o jogo é o meu papel de treinador. Entendi que a melhor formação para o início de jogo era esta, que nós precisávamos de uma participação como é a característica do Willian Bigode. Ele fez esta movimentação no primeiro tempo, e fez bem. Ele criou boas jogadas e chutou uma bola no travessão. Poderíamos ter feito o gol aí também. Não se trata de A ou B, se trata do Cruzeiro, e eu entendi que a melhor formação para iniciar o jogo era essa.
"Nada a ver"
O treinador deixou claro que tirar Ábila do time não tem relação com os gols perdidos no clássico com o Atlético-MG e, principalmente, diante do Flamengo, domingo passado.
- Não tem nada a ver uma coisa com a outra.
Sábado, às 18h30 (de Brasília), o Cruzeiro volta a campo. Recebe o Grêmio, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. A tendência é que Mano Menezes volte a escalar Ramón Ábila como titular.

Rafinha analisa adversário do próximo sábado e projeta Mineirão lotado para Cruzeiro x Grêmi


Jogador que mais ganhou espaço com Mano Menezes nos últimos dois jogos do Cruzeiro, derrotas para Flamengo e Corinthians, o meia Rafinha está otimista com a sequência do clube no Campeonato Brasileiro para sair de vez da zona de rebaixamento. No próximo sábado, o compromisso é contra o Grêmio, às 18h30, no Mineirão. De técnico novo depois da saída de Roger Machado e da chegada de Renato Gaúcho, o adversário do fim de semana tem motivação extra para bater o clube celeste em Belo Horizonte.

“Independentemente dessa mudança que teve, jogar contra o Grêmio é sempre difícil. A troca de treinador motivou o elenco deles. O Renato está voltando a característica do Grêmio, fazendo voltar a ser um time de pegada. Vai ser um jogo muito difícil para o Cruzeiro”, disse Rafinha, que pode ganhar vaga no time titular pelo segundo jogo consecutivo.

Embora jogar em casa seja sempre uma vantagem, com o Cruzeiro a história tem sido diferente em 2016. Até aqui, o rendimento como mandante é o pior da Série A: 35,9% de aproveitamento, com três vitórias, cinco empates e cinco derrotas. Sob o comando do técnico Mano Menezes, o percentual sobe para 53,3% (duas vitórias, dois empates e uma derrota), mas ainda fica aquém do esperado. Apesar disso, Rafinha garantiu que a previsão é dar fim aos números negativos. 

“Eu prefiro sempre jogar em casa, independentemente do momento do time. Minha preferência é jogar com o torcedor ao lado, com o estádio cheio nos apoiando. A gente sabe que deixou escapar alguns pontos em casa, mas já conversamos pra acertar tudo e no próximo jogo não perdemos pontos diante do nosso torcedor”, afirmou. A média de público estrelada no Brasileirão é de 25.172 pagantes, abaixo apenas do líder Palmeiras (32.809) e do Corinthians (31.964).

“O torcedor está de parabéns. Está sempre comparecendo. É importante pra gente, mesmo quando a gente não consegue os resultados. A gente desde já pede ao torcedor pra continuar comparecendo e acreditando, o grupo está empenhado pra sair dessa situação. Vamos lutar muito para conseguir as duas vitórias em casa e deixar essa zona”, prometeu.

STJD concede efeito suspensivo, e Mano está liberado para jogo do Cruzeiro contra o Grêmio


O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) concedeu efeito suspensivo ao técnico Mano Menezes e ao seu auxiliar, Sidnei Lobo, que foram condenados nessa quarta-feira a dois jogos de suspensão por supostamente terem chamado o árbitro paranaense Rafael Traci de "sem vergonha" e "burro", respectivamente, após a derrota por 2 a 0 para o Botafogo, no último dia 11. Assim, ambos estarão no banco de reservas do clube celeste na partida diante do Grêmio, neste sábado, às 18h30, no Mineirão. A informação foi divulgada pelo departamento de comunicação do Cruzeiro. 

De acordo com a assessoria do STJD, o efeito suspende a punição até que o recurso seja julgado no Tribunal Pleno, mas ainda não há previsão para isso - pode acontecer em até 15 dias. Enquadrado no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) por “desrespeitar os membros da equipe de arbitragem, ou reclamar desrespeitosamente contra suas decisões”, Mano pegou duas partidas de gancho. Sidnei Lobo foi condenado no mesmo artigo.

O treinador havia sido indiciado no artigo 243-F por “ofender alguém em sua honra, por fato relacionado diretamente ao desporto” e poderia ter pegado suspensão ainda maior. A decisão do STJD, no entanto, tomada nessa quarta, desclassificou a conduta do treinador e o julgou pelo texto do artigo 258 - que prevê penas mais brandas.

Cruzeiro não perde mandos

Também na partida contra o Botafogo, Rafael Traci registrou em súmula o arremesso de “líquido em direção da equipe de arbitragem vindo da torcida do Cruzeiro”. No texto, o juiz informou que Edson Travassos de Moraes Júnior, advogado do Cruzeiro, relatou o registro de boletim de ocorrência sobre o incidente - fator fundamental para a absolvição do clube no caso.

O inciso III do artigo 213 do CBJD – “deixar de tomar providências capazes de prevenir e reprimir lançamento de objetos no campo ou local de disputa do evento desportivo” – determina multa de R$ 100 a R$ 100 mil. Se o STJD visse como grave o ato da torcida cruzeirense, o time correria o risco de perder de

30/09/2016: Cruzeiro tem pior desempenho defensivo em nove anos, e goleiro faz análise do problema

O sistema defensivo do Cruzeiro tem dado dor de cabeça ao torcedor celeste nesta temporada. As atuações inconstantes e o alto número de gols sofridos refletem o ano ruim do clube dentro de campo. Um levantamento feito pelo Superesportes mostra que o time atual tem o pior rendimento na defesa dos últimos nove anos: 63 gols em 52 partidas.

Em comparação com o mesmo número de jogos nos últimos anos (os 52 primeiros da temporada, excluindo amistosos com o time reserva), a equipe de 2016 tem rendimento idêntico à de 2012 e melhor apenas que 2007, quando o Cruzeiro sofreu 72 gols.

Na briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, a expectativa é que a equipe melhore o seu rendimento nos próximos jogos, contra Grêmio e Ponte Preta, no Mineirão, para somar seis pontos e se afastar do Z4.

Neste ano, o Cruzeiro foi comandado por quatro treinadores. Com Deivid, foram 14 gols sofridos em 18 partidas. Apesar da média baixa de 0,77, deve se considerar o nível das partidas, já que a Raposa jogou com o comandante a Primeira Liga, o Campeonato Mineiro, a primeira fase da Copa do Brasil e um amistoso com formação principal. Após a saída do treinador, Geraldo Delamore assumiu e comandou a equipe em três jogos, com três gols sofridos (média de 1). 

Paulo Bento assumiu como treinador celeste e dirigiu a equipe em 17 partidas, com 28 gols sofridos (1,64 de média). Atual técnico, Mano Menezes já dirigiu o time em 14 partidas. As redes celestes foram balançadas em 18 oportunidades, e tem média de 1,28 gol sofrido por duelo.

Apesar de o sistema defensivo ser o grande problema da equipe celeste na temporada, o goleiro Rafael defende os companheiros de setor. Para ele, quando a equipe leva um gol, a falha é de todos, não apenas dos zagueiros, laterais e volantes.

“Sempre esbarramos muito nessa tecla de que, quando o time perde, a cobrança é maior na parte defensiva. Mas enxergo o futebol como coletivo. Se não marcar lá na frente, não tem como. Nenhum time consegue suportar isso. Atacamos como time e defendemos como time. Não tem setores. A bola passa por defesa, meio e ataque em todos os lances. Não dá para criticar setores. O gol sofrido é falha dos 11, não dá para citar um ou outro”, disse o jogador.

No Campeonato Brasileiro deste ano, o Cruzeiro tem a terceira pior defesa da competição, com 41 gols sofridos, ao lado de Sport e Ponte Preta. A equipe celeste só não levou mais gols que Chapecoense (43) e Santa Cruz (44). Destes, 20 foram no Mineirão, onde o Cruzeiro tentará melhorar o aproveitamento (pior campanha como mandante da Série A), neste sábado, às 18h30, contra o Grêmio. 

“O clima é bom, o torcedor tem nos ajudado. A fase que vivemos deixa a questão um pouco incômoda. Mas sempre estivemos bem à vontade de jogar em casa com o apoio do torcedor. Temos tudo para sair dessa situação na próxima partida e melhorar o aproveitamento no Mineirão”, concluiu Rafael. 

Gols sofridos em 52 jogos pelo Cruzeiro nas últimas temporadas:


63 gols sofridos em 52 jogos em 2016 - média de 1,21
50 gols sofridos em 52 jogos em 2015 - média de 0,96
40 gols sofridos em 52 jogos em 2014 - média de 0,76
41 gols sofridos em 52 jogos em 2013 - média de 0,78
63 gols sofridos em 52 jogos em 2012 - média de 1,21
54 gols sofridos em 52 jogos em 2011 - média de 1,03
54 gols sofridos em 52 jogos em 2010 - média de 1,03
56 gols sofridos em 52 jogos em 2009 - média de 1,07
55 gols sofridos em 52 jogos em 2008 - média de 1,05
72 gols sofridos em 52 jogos em 2007 - média de 1,38

Em grande fase, meia Robinho se destaca com gols importantes e na armação de jogadas


No mais extenso período de seca de gols dos atacantes do Cruzeiro na temporada – já são seis jogos sem que jogadores do setor balancem as redes –, o armador Robinho tem provado seu valor. Autor do gol na derrota para o Corinthians por 2 a 1, quarta-feira, pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, o armador chegou ao quinto gol em 19 partidas com a camisa celeste, sendo quatro deles em pouco mais de um mês.

Dos cinco marcados por Robinho, três foram na Copa do Brasil (dois diante do Botafogo), se igualando a Ábila e Willian como artilheiro celeste na competição. Já os dois do Brasileiro foram nas últimas quatro rodadas: o primeiro nos 2 a 0 sobre o Santa Cruz, na 22ª, e o outro no empate com o Atlético por 1 a 1, na 25ª.

As atuações ajudaram o jogador a se firmar no meio-campo da Raposa como segundo homem de criação, ao lado de De Arrascareta. Além dos dois gols no Brasileiro, ele já distribuiu cinco assistências e é o jogador que mais dá passes para finalização no Cruzeiro. Robinho ainda se destaca nos lançamentos (é o terceiro da equipe) e finalizações certas (quinto).

Os gols de Robinho vêm em momento essencial. Rafael Sobis não balança as redes desde 4 de agosto, quando marcou três gols na vitória sobre o Internacional por 4 a 2, no Independência. Já Ramón Ábila, que teve um início arrasador, amarga a sequência de seis partidas sem gols, desde o primeiro no triunfo sobre o América por 2 a 0, no início de setembro. Desde então, o Cruzeiro balançou as redes apenas quatro vezes.

Robinho será titular contra o Grêmio amanhã, às 18h30, no Mineirão, pela 28ª rodada do Brasileiro, no primeiro de dois jogos da equipe no Mineirão. Uma vitória é fundamental para o Cruzeiro iniciar a recuperação no Brasileiro. Ontem, os jogadores retornaram ao trabalho na Toca da Raposa II destacando a necessidade de voltar a vencer no Gigante da Pampulha.

“Temos seis jogos em casa até o fim da temporada. Basta a gente vencer para que esse quadro mude. Tenho certeza de que isso vai acontecer. A torcida tem ido. Sempre estivemos à vontade ao jogar em casa, com apoio do torcedor, e não será diferente agora”, afirmou o goleiro Rafael. “Saímos de São Paulo confiantes e com pensamento só no Grêmio. Sábado (amanhã) é um jogo de final e precisamos fazer que seja um dia perfeito para nós. Estamos esperançosos nesses dois jogos, de fazer seis pontos, de aproximarmos do torcedor e ganhar confiança para o fim do campeonato, para buscar mais coisas”, disse.

ROBINHO NA RAPOSA

No Brasileiro
16 jogos
2 gols (6º do time)
5 assistências para gols (2º)
46 assistências para finalização (1º)
31 lançamentos certos (3º)
6 finalizações certas (5º)
29 cruzamentos (1º)

Na Copa do Brasil
3 jogos
3 gols (1º, empatado com Ábila e Willian)
1 assistência para gols (2º)
10 assistências para finalização (1º)
8 lançamentos certos (4º)
1 finalização certa (9º)
29 cruzamentos (1º)

ESTRELADAS...

MANO NO COMANDO

O Cruzeiro conseguiu efeito suspensivo junto ao STJD e o técnico Mano Menezes, assim como seu auxiliar Sidnei Lobo, comandará a equipe no Mineirão amanhã, contra o Grêmio.

RETROSPECTO FAVORÁVEL

Buscando a reabilitação no Brasileiro, o Cruzeiro conta com bom retrospecto diante dos gaúchos. Pelo Brasileiro, em 50 jogos, foram 21 vitórias da Raposa e 16 do Grêmio, além de 13 empates. No Mineirão, a vantagem celeste é ampla, com 19 vitórias em 25 jogos, três derrotas e três empates. A venda de ingresso para a partida contra o tricolor gaúcho continua hoje, no ginásio do Barro Preto e bilheteria sul do Mineirão, das 10h às 18h. Os preços variam de 
R$ 40 (inteira no setor laranja inferior) a R$ 120 (roxo superior).

quinta-feira, 29 de setembro de 2016


Corinthians e Cruzeiro fizeram um duelo digno de competiçãoeliminatória na noite desta quarta-feira, no Itaquerão, pelas quartas de final da Copa do Brasil. Depois de um primeiro tempo estudado de lado a lado, sem muitas chances claras de gol, o dono da casa partiu para cima na segunda etapa e marcou logo dois gols se aproveitando de desatenções da Raposa – um deles irregular. Precisando diminuir a diferença, Mano Menezes tirou do banco de reservas Arrascaeta e Ábila e viu suas modificações surtirem efeito. O argentino serviu Robinho, que descontou aos 32’ e deu esperanças ao Cruzeiro para avançar à semifinal depois do 2 a 1 fora de casa. 

Os próximos 90 minutos do duelo entre mineiros e paulistas serão disputados apenas no dia 19 de outubro, às 21h45, no Mineirão. Antes, a Raposa vira a chave para a disputa do Campeonato Brasileiro, competição em que tem a árdua tarefa de sair da zona de rebaixamento o quanto antes. No próximo sábado, dia 1º, a equipe de Mano Menezes recebe o Grêmio, às 18h30, no Gigante da Pampulha. Até a partida de volta da Copa do Brasil, o clube celeste ainda enfrenta Ponte Preta (casa), Palmeiras (fora) e Chapecoense (casa).

jogo

Com quatro alterações em relação ao time que saiu derrotado por 2 a 1 para o Flamengo no último fim de semana, pelo Brasileirão, o técnico Mano Menezes escalou um Cruzeiro com características diferentes diante do Corinthians, nesta quarta. No setor defensivo, Leo ganhou a vaga de Bruno Rodrigo e Ariel substituiu Lucas Romero. Na frente, o ataque ganhou mais mobilidade com Rafinha e Willian nas posições de Arrascaeta e Ramon Ábila. Aos 11’, a Raposa chegou em finalização da intermediária, mas Walter fez defesa segura.

Embora responsável por boas tramas nos instantes iniciais da primeira etapa, o Cruzeiro diminuiu o ímpeto ofensivo e viu o Corinthians crescer, dominar a posse de bola e pressionar com mais chances claras para abrir o placar. Com Rodriguinho, principal nome do mandante na primeira etapa, a equipe chegou aos 16’ e aos 27’, quando o meia errou por pouco as finalizações – além das duas chances, o time do Parque São Jorge desperdiçou outras quatro finalizações na etapa inicial. Aos 42’, Willian ainda respondeu em finalização precisa, que parou no travessão de Walter.

Muito diferente do fim da primeira etapa, quando mostrava inteligência para administrar um placar positivo num cenário de competição eliminatória, o Cruzeiro voltou para o segundo tempo distraído, frouxo na marcação. Logo no primeiro minuto, Rodriguinho, livre, arriscou de fora da área e Rafael deu rebote nos pés de Marquinhos Gabriel – em posição irregular no momento da finalização. O meia deu assistência para Romero, na pequena área, e Leo acabou marcando contra na tentativa de cortar a bola. 1 a 0. Visivelmente abalado, a Raposa ainda viu o Corinthians ampliar o marcador sete minutos depois. Angel Romero entrou na área entre os desatentos Leo e Edimar e desviou chute de Marlone. 2 a 0.

Atrás no marcador, Mano Menezes tirou do banco de reservas a dupla principal do setor ofensivo celeste: Arrascaeta entrou no lugar de Ariel Cabral e Ramón Ábila substituiu Rafael Sobis. Pelo menos em números objetivos, as mudanças surtiram efeito. Aos 32’, Ábila aproveitou um chutão de Rafael na saída de bola, e serviu Robinho, que entrava na área e acertou o canto direito de Walter para marcar seu quinto gol pelo Cruzeiro. 2 a 1.

CORINTHIANS 2 X 1 CRUZEIRO

CORINTHIANS
Walter, Fagner, Yago, Balbuena e Guilherme Arana; Camacho; Marquinhos Gabriel, Giovanni Augusto, Rodriguinho (Willians) e Marlone (Rildo); Angel Romero (Lucca). Técnico: Fábio Carille

CRUZEIRO
Rafael; Lucas, Manoel, Leo e Edimar; Henrique, Ariel Cabral (Arrascaeta), Robinho e Rafinha; Rafael Sobis (Ramon Ábila) e Willian (Alisson). Técnico: Mano Menezes

Gols: Leo (contra, no 1º minuto do 2T), Romero (8’2ºT) e Robinho (32’2ºT)

Público: 18.796
Renda: R$961.342,00

Motivo: jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil
Estádio: Itaquerão, em São Paulo
Data: quarta-feira, 27 de setembro de 2016
Árbitro: Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (Asp. Fifa/GO)
Assistentes: Fabrício Vilarinho da Silva (Fifa/GO) e Bruno Raphael Pires (Fifa/GO)

Gol fora de casa deixa jogadores do Cruzeiro confiantes em classificação na Copa do Brasil


Dos males, o menor. O Cruzeiro perdeu do Corinthians pelo jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil, mas marcou fora de casa e poderá se aproveitar do critério de desempate na competição para manter vivo o sonho do pentacampeonato. O revés por 2 a 1 na noite desta quarta-feira, no Itaquerão, em São Paulo, deixou a vaga nas semifinais em aberto. Para avançar, o time celeste dependerá de simples triunfo por 1 a 0, dia 19 de outubro, no Mineirão. É justamente essa situação que mantém os jogadores cruzeirenses confiantes numa reviravolta no segundo confronto.

“A gente estava com um resultado tolamente adverso. A partir do momento que fizemos um gol, deixamos a competição em aberto. Agora decidiremos em casa”, disse o lateral-direito Lucas.

Depois de um primeiro tempo equilibrado, em que o Cruzeiro quase marcou num chute de fora da área de Willian – a bola bateu no travessão –, o Corinthians abriu 2 a 0 antes dos 10 primeiros de jogo da etapa final. Somente aos 32min, numa finalização da entrada da área do armador Robinho, é que a Raposa balançou a rede como visitante. O autor do tento celeste também citou a possibilidade de jogar por simples vitória no dia 19 de outubro.

“Acho que é um gol importante. A gente sabe que se vencermos por 1 a 0, vamos conseguir a classificação. Dos males, o menor. Conseguimos fazer um gol fora. Agora é descansar e pensar no Grêmio sábado”, projetou Robinho.

Por fim, o meia Rafinha fez observações semelhantes às dos colegas e valorizou o resultado em Itaquera. “Importante. Gol fora de casa na Copa do Brasil vale muito. Começamos muito devagar o segundo tempo, os 10 primeiros minutos foram muito ruins. Mas o Robinho foi feliz e fez um gol que vai nos ajudar muito na volta”.

Antes de pensar novamente na Copa do Brasil, o Cruzeiro terá quatro partidas pelo Campeonato Brasileiro, competição em que ocupa a zona de rebaixamento (17º lugar, com 30 pontos). O próximo compromisso será contra o Grêmio, sábado, às 18h30, no Mineirão, pela 28ª rodada. Em seguida enfrentará Ponte Preta (Mineirão), Palmeiras (Fonte Luminosa, em Araraquara-SP) e Chapecoense (Mineirão).